A exigência da adaptação e agilidade dos CMOs na atual crise


A crise da saúde no Brasil tem mudado radicalmente a forma como as empresas estão lidando com seus colaboradores, fornecedores e clientes. Os números dos infectados com o coronavírus só aumentam e o cenário atual exige dos CMOs adaptações e um trabalho mais cuidadoso num cenário de incertezas.


A seguir vamos ver como executivos da P&G, Johnson & Johnson, Burger King, Mastercard e Itaú estão lidando com a crise em seus respectivos negócios.


P&G | Leonardo Romero - Diretor de Marketing


Um venezuelano que conhece de perto crises em cenários econômicos e que nessas crises, segundo ele, quando todas saem das suas zonas de conforto, quem tiver mais resiliência, sai mais forte. “Estamos fora da zona de conforto, forçados a trabalhar de casa. Então, temos de ser mais efetivos nas nossas reuniões virtuais, por exemplo, do que quando fazíamos isso presencialmente. Isso exige toda uma disciplina nova. No futuro vai ser mais fácil. Parece um exemplo bobo, mas temos de procurar fazer muitas coisas melhor durante a crise”, afirma Romero.


A empresa tem deixado suspenso eventos de lançamentos e até mesmo promoções como a da Gillette, por exemplo, que levaria consumidores à Champions League. “Não vamos colocar em riscos nossos planos de marketing, ao mesmo tempo temos de ter respeito pela situação” finalizou o executivo.


Mastercard | Sarah Buchwitz - Vice-presidente de Marketing e Comunicação


Os calendários de ações da empresa têm passado por revisão, até porque, dois pilares fortemente explorados nas campanhas de marketing do Mastercard - viagem e gastronomia - estão completamente afetados pela crise do coronavírus. “Como falar disso neste momento? Qual a forma mais adequada? Precisamos agir rapidamente e nos inserir nesse novo contexto, mudando os planos em prol do consumidor”, afirma Sarah.


Itaú Unibanco | Eduardo Tracanella - Diretor de Marketing


Eduardo defende que se conectar com pessoas é o objetivo central do marketing, falando de forma relevante, se conectando com o emocional e gerando negócios. “Mas para nos conectar com pessoas, precisamos estar atentos ao que ocorre com elas. Não é agir como uma ilha e fazemos o tempo inteiro esse exercício de empatia. Este momento que estamos vivendo exige empatia, bom senso e muita flexibilidade das empresas e marcas”, analisa Tracanella.


Johnson & Johnson | Ricardo Wolff - Vice-presidente de Estratégia e Marketing


A empresa vinha trabalhando com previsão de crescimento, num cenário econômico mais esperançoso. “O que está acontecendo não muda nosso compromisso de médio prazo, mas estamos tendo de tomar algumas atitudes agora, como ajustar a produção de Tylenol, para abastecer todas as farmácias. Não podemos deixar o consumidor na mão”, afirmou Ricardo referindo-se ao aumento dos remédios à base de paracetamol, após a OMS ter questionado a segurança de remédios feitos à base de ibuprofeno para portadores do Covid-19.


Ricardo Wolff afirma que além do Tylenol, outros produtos da Johnson & Johnson começam a ser demandados, como os lenços umedecidos e sabonete líquido.


Burger King | Ariel Grunkraut - Vice-presidente de Marketing e Vendas


A empresa diz que ainda é cedo para dar qualquer informação mais assertiva sobre o impacto da atual crise, pois cada dia está sendo um dia diferente, mas Grunkraut afirma que são duas as prioridades da empresa no momento. “Estamos focados em cuidar da preservação dos consumidores e no cuidado com nossos colaboradores” completa.


O executivo do Burger King Brasil explica que a operação nacional está em contato direto com o Burger King Corporation, que opera subsidiárias de países onde a crise do coronavírus começou antes e de forma intensa, como Itália e Espanha, desta forma a empresa no Brasil consegue alinhar práticas mais corretas e assertivas no cenário atual da pandemia.


Fonte: M&M

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